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terça-feira, 28 de julho de 2009


"Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu..." É esse, um sentimento universal que abate qualquer um, assim como um vírus, e o que fazemos para neutralizá-lo fica por conta de cada um. Uns choram e gritam e se revoltam, outros procuram ajuda de amigos, profissionais, outros ainda, como eu, se fecham numa concha esperando que o próprio vento que a vida sopra venha amenizar e mandar para longe a sensação de impotência diante das emoções que não sabemos explicar. Mas... o dia nasce e tudo se refaz de alguma forma diferente do que foi ontem... Ainda bem! Portanto, não parti e nem morri, apenas vi o dia nascer de novo e isso me fortaleceu.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

ESPELHO - OS OLHOS DA ALMA


Uma noite dessas tomei um bom banho, abasteci minha pele com óleo bom, lavei os cabelos, passei todos os produtos que garantem um modelito “maravilhoso”, enfim, fiz tudo que uma mulher faz para ficar bonita. Bonita para ela, seja bem dito. Fim da arrumação “fiquei linda”. Desci no elevador confirmando a formosura, naquele que não mente – o espelho –. Aprovada. Atravessei a rua. Do lado de lá, estavam os rapazes-moto-taxi do pedaço. Naquela noite, estavam sentados em suas cadeiras observando o movimento da rua. Havia somente uns quatro, a metade deles. Ainda bem! Dei tiauzinho, como sempre faço e já fui colocando a mão dentro da bolsa, antecipando a busca de moedas, olhando para o andarilho que a mim se dirigia. Andava um pouco cambaleando, descabelado e sujo, mas nada que assustasse. Enquanto eu procurava as moedas ele disse em alto e bom tom, pra mim:
- Posso falar?
- Como? – respondi sem entender.
- To perguntado se posso falar uma coisa.
- Claro, fale.
- É o seu cabelo. O seu cabelo é HORRÍVEL! – Disse, riu, mas não parou:
- É o cabelo mais feio que eu já vi na vida. Desculpe dona hehehe!
Eu assustei com tamanha sinceridade. Rezava em vão, para que passasse um ônibus bem barulhento naquele momento e os motoqueiros não ouvissem. Mas, foi a conta de pensar e ouvir perfeitamente as altas risadas vindas do outro lado da rua. E o bêbado, vendo que estava fazendo sucesso, continuou:
- Não é possível! Você tem esse cabelo porque quer?
- É porque quero mesmo. - Respondi um pouco séria.
- Não acredito. Você não pode achar bonito esse cabelo, acha? Fala sério.
- Não sei se é bonito, é o cabelo que quero ter. - Respondi já sorrindo, pra não chorar, é claro!
- Você olha no espelho e gosta?
- Gosto!
- Seu espelho é um mentiroso, ele te engana, não dá pra gostar desse cabelo, não dá dona!
- Pra você é feio, tem gente que gosta! – Respondi já rindo.
- Não, não, não, não, não. Todo mundo mente pra você! Eu to falando a verdade, é horrível, pode acreditar!
Eu estava paralisada, desistira de procurar moedas, agora o que eu queria encontrar no fundo da bolsa, era um 38. Carregado. "Violência não, Tina." - Pensei.
E ele não parou:
- Moça, um conselho: arruma esse cabelo, põe uma cor normal. Assim não dá. Moça promete que vai mudar isso.
Eu caí na risada e prometi.
A rua Lafaiette naquele momento “era uma risada só”.
Em tempo: Não dei um tostão pra ele.
E olha que eu nem estava usando essa peruca...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

MUITO PRAZER, CHIQUINHA CLIPPER!



Uma noite, levantei-me para ir ao banheiro e meio dormindo meio acordada, olhei pra sala através do corredor e vi um vulto em pé olhando diretamente para mim. Entrei no banheiro voando, assustada e após um suspiro de recomposição, fui olhando lentamente, primeiro um olho depois o outro, para me certificar se a miragem ainda estava ali. E não é que vi novamente a pessoa olhando pra mim! Aos pulos meu coração e eu nos escondemos. Refiz a cena algumas vezes e a cada olhada a imagem parecia mais viva, fui ficando cada vez mais apavorada. A pessoa continuava lá, paradinha, olhando para mim. Até a vontade de ir ao banheiro passou. Só tinha um pensamento: como essa pessoa entrou aqui em casa??? Como???. Resolvi enfim, enfrentar o problema de frente: saí do banheiro e fui caminhando lentamente em sua direção. De repente, tive um ataque de riso na madrugada silenciosa.
Uns três dias antes do ocorrido, tinha ganhado da Cidú, um presente maravilhoso, pra mim que não tenho filhos: uma filha de mentirinha. Já veio batizada: Chiquinha. Era um manequim de uma menina. Trazê-la para minha casa na garupa da moto, já tinha sido uma experiência e tanto, imaginem uma motoqueira com uma menina estranha na garupa da moto, angariei muitos olhares espantados e risonhos no trajeto.
A menina precisava de um sobrenome,lembrei-me dos manequins da antiga Clipper(uma das primeiras lojas de departamento de Ribeirão, que ficava ali onde hoje é a Associação Comercial). Pronto, nascia assim CHIQUINHA CLIPPER, minha companheira e chamariz para as crianças que vão em casa. Os trigêmeos, filhos do Cleido e da Claudia, por exemplo, chegam em casa vão até ela e dizem: "Oi Chiquinha!" e nem questionam o porquê do silêncio da menina!
Vai aí uma foto da Chiquinha Clipper com a Serena, minha sobrinha de carne e osso, num momento carinhoso.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

BORDADOS TÃO LINDOS...

Foi em Mauá, na casa da minha “cumade” Lili que conheci o livro dos bordados! Que delícia para os olhos. Fiquei encantada e tirei muitas fotos do livro. Bordar deve ser muito bom, um dia ainda vou arriscar...
O grupo Matizes Dumont é formado por seis artistas da mesma família de Pirapora (MG): a mãe, Antônia Zulma Diniz Dumont, e cinco filhos, Ângela, Marilu, Martha, Sávia e Demóstenes. Para bordar as histórias, os artistas apostaram em técnicas antigas para retratar o cotidiano e os sentimentos, recriando a diversidade cromática da pintura, a partir da observação da natureza. Os bordados são baseados nos desenhos do artista Demóstenes Dumont Vargas e a partir deles as telas são criadas com linhas de cores fortes e texturas variadas. Depois de prontas, são fotografadas e viram ilustrações de livros.
Para saber mais: www.matizesbordadosdumont.com

terça-feira, 26 de maio de 2009

OS SAPATOS FALAM POR SI...

Certa manhã,um homem apertou a campainha de sua casa. Era um andarilho. Ela olhando desconfiada entre as grades do portão, perguntou o que ele queria, ele disse que gostaria de trocar, o que tinha no saco plástico escuro, por um sanduíche. Ela ficou curiosa e foi ver o que era. Quando viu o conteúdo, segundo ela mesma, pensou: "Nossa, isso é a cara da Tina". Não teve dúvidas, fez a barganha. Ligou-me dizendo que tinha um presente pra mim e que eu fosse buscar, urgente, pois estava louca pra saborear minha cara abrindo o pacote. Voei até lá. Não sei se vocês imaginam o que é uma contadora de histórias ganhar de presente os "VERDADEIROS SAPATOS DA CINDERELA"!!! Quase tive um ataque de alegria!!!! Sempre serei grata por esse presente!
Estreiei os sapatos no show "O Cometa Noel", mas isso é uma outra história...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

TINA-TECA CALAZANS





Há algum tempo Cleido Vasconcelos (amigo de longa data e do coração) contou-me sobre uma coisinha bacana que ele tinha visto na Internet- colagens de imagens – um processo de composição feito com fragmentos de material impresso superpostos ou colados, em nosso caso a imagem do disco reconstruída com os meus braços, causando uma nova sensação visual.Eu como boa seguidora das muitas descobertas do Cleido, fui também fazer a minha colagenzinha. O LP de Teca Calazans foi o que melhor encontrei em minha discoteca para exercitar a experiência. Não precisei de muita coisa, o Mur fotografou, o disco na mão, e boas risadas foram suficientes para o novo resultado: Tina-Teca Calazans.

A cantora que tem mais de 20 discos gravados, é uma artista pernambucana que construiu uma trajetória de bom gosto e sua carreira é marcada por uma coerência dificilmente encontrada no show-business, o que certamente explica nunca haver figurado entre “os mais tocados” e ter-se tornado uma artista cult".

Para saber mais sobre Teca Calazans: http://www.tecacalazans.com/bresil/html/biographie_02.htm